Pequenos princípios para grandes horizontes
Eis um astrolábio em movimento, onde suas coordenadas possuem a métrica de nossos desejos. Pergunte-o aqui e agora como caminho rumo à sua realização que a resposta será: AUTONOMIA.
Munido de uma mochila com tudo o que vale a pena realmente carregar vejo no mapa estes pontos de partida:
1. tanto a "grande cultura" quanto a "pequena bagagem" não geram hierarquias como paradigmas de poder;
2. nenhum conhecimento oficial, como diplomas ou títulos, é fonte de desprezo, humilhação e violência;
3. ninguém ou nenhum grupo fechado detém um conjunto definitivo de saberes e habilidades;
4. toda inteligência, habilidade, todo conhecimento, pensamento estão condenados a serem abertos e partilhados;
5. o que não sei o outro sabe, onde minha ignorância e empreendimento de meu próprio saber formam intricados e inumeráveis ramificações que entrecruzam e perpassam pessoas;
6. é a coletividade de pessoas e de seus artefatos e artifícios que contrói as nossas condições de vida econômica e social.
Ah, sim, vejo... de onde estou minha individualidade perde sentido a medida que a tento definir como indivisível. Então pé na estrada! Rumo a abertura de novos horizontes!
Agora sim, com um passo mais a frente posso vislumbrar como aqui e agora desejo existir,
é o horizonte da grande política da vida:
1. o social é um processo associativo cuja base não é uma pessoa em si, abstrata a qual devo me tornar;
2. o social são relações entre pessoas concretas que possuem história, sentem fome, amam e odeiam, ocupam um espaço e um tempo;
3. as relações que vivenciamos vão se dando mediante comunicatividades transversaís sem verticalizações;
4. a regulação do processo associativo é a nossa auto-organização sem qualquer interferência da autoridade de uma minoria sobre uma maioria;
Eis o meu desejo materializado: vejo uma terra onde livremente podemos nos apropriar. A Terra da Autonomia onde a liberdade de expressão só se realiza a medida em que esta se torna liberdade de ação e existir.
AUTONOMIA À VISTA!
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